Dom Girassol e a Efémera Amarela
- helenaconceicao
- há 7 horas
- 2 min de leitura
Entre os dias 26 e 28 de maio, a professora Virgínia Rodrigues promoveu na BE a leitura do livro da sua autoria, Dom Girassol e a Efémera Amarela, junto dos seus alunos e dos da professora Isabel Cunha.
A história foi contada, a várias vozes, por docentes de Português, da equipa da BE e da Educação Especial e leva-nos a refletir sobre a nossa vida e o que fazemos com ela, em poucas horas ou em muitos anos.
A personagem principal é a Efémera Amarela, um inseto aquático cuja vida só dura 24 horas. E Dom Girassol… quem é? Qual é a sua história? Que ensinamento essencial lhe transmite a Efémera, naquele dia? Que momento especial vivem juntos? Que pedido tão importante lhe faz ela no fim?
Após a leitura, os alunos ficaram a conhecer as respostas às questões anteriormente formuladas e, a posteriori, a partir das citações “Dar um sentido à minha breve vida”; “Serão o meu legado.”; “…somos felizes enquanto vivemos e colocarmos alegria em tudo o que fazemos.”; “Um dia sem sorrir é um dia desperdiçado”; “… quando for adulto (…) ficarei definitivamente virado para oriente (…) até o meu último entardecer.” e “… a vida, por ser efémera, me obrigou a ser feliz.”, a professora Virgínia encetou com eles um diálogo vivo e dinâmico, durante o qual os alunos deram as suas opiniões, colocaram as suas dúvidas e fizeram sugestões.
Para concluir, as professoras Virgínia e Isabel entregaram aos seus alunos dois cartões com as perguntas “Se tivesses apenas 24 horas para viver, o que farias?” e “E a ti, o que te faz feliz?”
E, como a imaginação dos nossos alunos não tem limites e neles convivem o humor e a sensibilidade, aqui ficam alguns testemunhos escritos naqueles dias.
“Se tivesses apenas 24 horas para viver, o que farias?”
“Eu comeria sushi pela última vez.”
“Passaria o tempo com uma amiga muito especial e compraria tudo o que os meus amigos quisessem.”
“… roubava uma loja e andava na rua sem roupa.”
“Aproveitava ao máximo as minhas 24 horas com as pessoas de que mais gosto.”
“Fazia a vida valer a pena e escrevia uma carta para os meus descendentes.”
“Passava o tempo com a minha família e via o pôr do sol pela última vez.”
“E a ti, o que te faz feliz?”
“Saltar nas rochas e surfar.”
“…ler, jogar futsal, estar com a minha família e torcer pela Bufarda.”
“Estar com os meus amigos e navegar no meu semirrígido.”
“A amizade!”
“Estar na praia e passar o tempo com a minha família e amigos.”
Agradecemos à professora Virgínia Rodrigues a beleza da sua história, a coragem de a ter contado, a consequente reflexão sobre nós e o nosso quotidiano, a importância do essencial, às vezes tão difícil de reconhecer, a simplicidade da sua escrita, as lágrimas e os sorrisos que, simultaneamente, surgiram nos nossos rostos, ao longo da leitura.
Esperamos que esta não seja a última, mas sim a primeira de muitas outras histórias, pois a professora Virgínia tem imensas vivências para partilhar e um extraordinário talento para escolher as palavras mais certas e mais belas, capazes de tocar o nosso coração e de nos tornar melhores.


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